quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Só no Canadá V – Música de Natal no rádio


Ok, ok, talvez não seja só no Canadá, mas que aqui tem ah isso tem!
Eu ouço todo dia uma rádio chamada CHUM FM (104.5 aqui tem Toronto).  Ela é uma das principais de Toronto e toca o que eles chamam de “hot adult contemporary” – ou, na linguagem leiga, “today’s best music”.

Agora no mês de dezembro eles começaram a tocar música de Natal – uma música a cada meia hora, em média (entre Moves Like Jagger e J. Lo Papi).  Isso mostra que mesmo uma rádio que quer ser “pop” também entra no espírito natalino.  Ontem ouvi uma do Frank Sinatra, tocam aquela “Feliz Navidad”.  Bárbaro!

Estamos indo para o Brasil na 6ª feira (minha primeira visita depois da mudança pra cá).  Quero ver se as rádios de São Paulo estão tocando música de Natal ;-)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CN Tower pronta para o Natal!

Olá pessoal,

Todo dia voltando do trabalho vou vendo a CN Tower crescendo e crescendo conforme vou chegando perto de downtown.  O sistema de luzes da torre é muito legal e foi reformulado há alguns anos, permitindo as várias cores e efeitos que vemos hoje.  No dia do show do U2, a torre piscava no ritmo da música, muito bacana.

Agora no mês de dezembro a torre já está enfeitada com as cores de Natal.  Adorei!

http://www.flickr.com/photos/25616963@N03/4227790120/

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Compras nos EUA 2.0 – aproveitando a Black Friday sem muvuca


Canadense que é canadense adora umas comprinhas nos States.  Brasileiro que mora no Canadá então...

Além dos famosos outlets que ficam estrategicamente nas cidades que fazem fronteira com o Canadá (o mais perto de Toronto é o Fashion Outlets of Niagara, cujo estacionamento tem 90% de carros com placa de Ontario, rs rs rs), a internet costuma ter os melhores preços (e variedade de produtos), principalmente para eletrônicos e bugigangas bastante específicas (por exemplo, a Amazon tinha 80 tipos diferentes de tripés pra câmera e a Vistek em Toronto só tinha 8).

O grande problema de quem mora no Canadá e quer fazer compras na internet nos EUA é o custo (e o tempo) de enviar os produtos pra cá.  Alguns varejistas online até entregam no Canadá, mas sua caixa pode ficar um tempão presa na alfândega e o custo de desembaraço pode acabar com a economia.  Já outros nem entregam foram dos EUA – aí, quem não tem amigo com endereço nos EUA faz como?

Seus problemas acabaram!  Óbvio que alguém já pensou nisso e as cidades fronteiriças com o Canadá oferecem diversos locais que recebem os seus pacotes por uma módica quantia até você ir lá buscar.  Alguns tem até app pra iPhone!

Isso é bárbaro para quem quer comprar itens específicos (ou que não se acha no Canadá, ou que são muito mais baratos nos EUA) e também para aproveitar promoções como esse final de semana, começando à meia-noite dessa sexta-feira com a Black Friday!  Grande parte dos varejistas online vão ter Black Friday pela internet, e desse jeito evita-se muvuca, shoppings lotados, fila na ponte pra voltar pro Canadá etc.

Estou usando pela primeira vez o serviço de uma dessas empresas.  Depois de muito pesquisar escolhi a Kinek – o preço varia de acordo com o local pra buscar, então como serão muitos pacotes escolhi um ponto 15 minutos mais longe, mas que cobra apenas $3 por pacote até 10 pounds e segura por um mês sem nenhuma taxa extra.  Dessa maneira, dá tempo de todos os pacotes chegaram e fazermos só uma viagem pros EUA pra buscar tudo.  Ontem recebi um e-mail deles avisando que 3 caixas já chegaram e eles têm um app pra iPhone também!  Outro que é bem recomendado pela internet é o http://www.cbiusa.com/ - eles cobram $5.95 por pacote até 70lbs e têm até planos de assinatura anual, que pode valer à pena.  Vi que muita gente compra pneus de inverno nos EUA por exemplo, que podem sair a metade do preço do Canadá – vi gente que já vai no mecânico nos EUA mesmo pra instalar os pneus!

A cota para trazer mercadorias sem imposto pra quem fica menos de 1 noite fora do Canadá na verdade é zero – ou seja, tudo que você comprar está sujeito a 13% de HST entrando de volta em Ontario (tabaco e bebidas alcoólicas pode ser mais).  Esqueça o “nada a declarar” que fazemos no Brasil, pois aqui esse tipo de coisa é levado muito a sério e você pode perder a sua residência por mentir.  Sempre fale a verdade e tenha os recibos em mãos – como quase todo carro que cruza de volta ao Canadá comprou alguma coisa, os oficiais na ponte acabam deixando a maioria passar sem nem cobrar o imposto, principalmente se o valor for baixo (da última vez em 3 pessoas gastamos $300 e nos deixaram passar sem problemas).  Se a sua compra for maior, aí a sua chance de ter que pagar o HST aumenta (mas pense que se tivesse comprado em Ontario teria pago o HST de qualquer maneira).

Happy shopping!

sábado, 19 de novembro de 2011

OiToronto - Roupas de inverno sem gastar muito

http://www.flickr.com/photos/drewleavy/
Olá leitores,

Para os que ainda não leram, segue o  link para o meu 2o artigo no OiToronto, Preparando o Guarda-Roupa de Inverno Sem Gastar Muito.

Para quem acompanha o blog há algum tempo, vai se lembrar do post A Verdade Sobre Roupa de Inverno, que eu escrevi em abril (ou seja, já no final do inverno).

Espero que ambos os posts ajudem os newcomers a economizarem $$$ ao se preparar para a estação mais branca do ano!

sábado, 12 de novembro de 2011

A saga da renovação do seguro do carro

O tempo realmente passa muito rápido.  Parece que foi ontem que eu escrevi o post A Saga do Seguro do Carro, e agora já está na hora de renovar!

Felizmente, não tivemos nenhum acidente esse ano (toc, toc, toc), nem um parking ticket (até porque eu não paro em lugar proibido!).  Estávamos já contando os dias para começarmos a pagar menos pelo seguro do carro, já que nesse primeiro ano estava custando $350 por mês.

Primeiro chegou uma cartinha de renovação do Roadside Assistance da Canadian Tire (não usei, mas recomendo.  O mais barato do mercado!).  Bárbaro, liguei lá pra renovar e até deram desconto.  Depois, começaram a chegar cartinhas das seguradoras com as quais eu não fechei ano passado pedindo para eu lembrar delas na hora de renovar.  Fiquei até contente quando chegou a cartinha da Scotialife, minha atual  seguradora, até eu ver o valor da renovação: $415 por mês!

Opa, peraí!  Ano passado eu tinha zero tempo de carteira de motorista e o seguro foi $350.  Não fiz nenhum claim e o valor passa pra $415?  De onde veio quase 18% de aumento?  Confesso que ano passado eles falaram que tinham feito um erro na minha cotação e honraram o valor, mas mesmo assim, né?  Enfim, hora de arregaçar as mangas!

Como o dinheiro mais fácil que a gente faz é o dinheiro que a gente deixa de gastar, lá fui eu pro pai Google com as palavras insurance quote Ontario.  Primeiro simulei no Desjardins (que me mandou uma cartinha e tinha um valor competitivo ano passado) = valor igual ao do Scotia.  Depois, a Belair, que também teve um valor bom ano passado, está anunciando direto no rádio e ainda dá milhas da Aeroplan = valor quase igual ao do Scotia.  Depois usei um "pesquisador" chamado Kanetix, que agrega várias seguradoras = de novo, o melhor valor era igual ao do Scotia.  Aí começou um leve desespero!

Comecei a perguntar no trabalho quais as seguradoras do pessoal: tentei simular no PC Financial, mas o simulador travava quando eu dizia que não tinha tido carteira G2.  Até que lembrei que meu cumpadre tinha no TD e que o seguro dele tinha caído pra $120.  Lá fui eu pro site do TD!  Primeira surpresa: um campo perguntando se temos alguma relação com faculdades, associações, sindicatos etc.  O marido é aluno da U of T e, bingo, desconto!  Segunda surpresa: o valor do seguro de $203 por mês, yey!!!!

Pra ter certeza do valor, simulei vários cenários pelo site do TD: aumentando a franquia, diminuindo a franquia etc, até que me toquei que o desconto não era pra estudante da U of T, mas para pessoas que se formaram na U of T, e o marido ainda está estudando.  Refiz a simulação e deu $240 - ainda assim, quase $200 a menos que nas outras.

Na hora de ligar lá, dei a chorada básica pra ver se dava pra conseguir o desconto, já que o marido se forma agora no final do ano e o seguro é a partir do dia 18 de dezembro.  Nisso a moça do call centre falou pra eu ligar num outro telefone, da TD Meloch Monnex, que é empresa-irmã e só trabalha com seguros em grupo.  Liguei lá (quer dizer, o marido teve que ligar pois ele é o aluno da U of T) e deram desconto e no final ficamos em $214 por mês, ufa!  Os seguros em grupo são para associações de classe, empresas, universidades etc - vale à pena olhar se você se enquadra em uma das categorias!

O mais difícil do processo todo foi entender o que a pessoa do outro lado da linha estava falando - sorte que eu já tinha preenchido quase tudo pela internet.  Eu achei que era um indiano, meu marido achou que era de Uganda.  Não importa, mas posso garantir que foi difícil.  O mais fácil do processo todo foi cancelar o seguro do Scotia - liguei lá e em 5 segundos cancelaram tudo!  Eu até perguntei "vocês não querem tentar cobrir a oferta?" e o moço falou que $200 de diferença nem valia à pena tentar e cancelou na hora, sem problemas.

Lição aprendida: mesmo no 2o ano de seguro, ainda precisei fazer muuuuitas simulações, ligações, google etc pra conseguir a melhor cotação.  Ai que saudade do meu corretor de seguro no Brasil que fazia isso pra mim, rs rs rs!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Meu primeiro artigo no OiToronto

Olá leitores,

Se minha frequência aqui no blog tem caído acho que agora talvez caia um pouco mais, pois fui convidada para ser colaboradora do OiToronto!

Recebi um e-mail da Martha dizendo que gostaram do meu blog e me convidando para tomar um café.  Surpresa: o escritório do OiToronto fica aqui no meu prédio!  Mais conveniente impossível!
Fiquei num super papo com a Martha e a Fernanda até a hora que o meu marido ligou dizendo que estava tarde.  Combinamos que vou escrever alguns artigos inéditos para o OiToronto e também vou reescrever alguns aqui do blog com temas que elas gostaram.

Meu “nome” lá no site agora é Lu Patt – assim vocês sabem direitinho que é da Lupatinadora, rs rs rs!

Segue o link e o texto do primeiro artigo (sugiro ler lá no site do OiToronto pois tem fotos, diagramação etc).

Espero que gostem!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Canadenses aprendendo português?


Artigo interessante dessa semana no Vancouver Sun falando sobre a importância de se aprender português brasileiro!

Quem sabe essa tendência não é uma boa pra nós brasileiros aqui em terras do Norte?


Many parents I know have enrolled their kids in French immersion schools, or weekend Mandarin courses, in an effort to prepare the next generation for a competitive future world of open trading markets and portable skills. While commendable and far-sighted, I wonder how many parents have considered preparing their children for a world where Brazil becomes an economic powerhouse and significant trading partner for Canada?



I suspect not many. That should change.


Why should Brazil matter to Canada? It's now the world's seventh largest economy, one of the fastest growing and projected to be No. 5 within a few short years. Its natural resource based economy is similar to Canada's, as are the vast distances that separate its resources from its main population centres. Most importantly, it is a rapidly developing economy with specific needs - many of which Canada is uniquely positioned to address.


It should be no surprise, therefore, that one of Prime Minister Stephen Harper's first foreign trade missions, since winning a new mandate, was to Brazil. Or that our new Trade Minister, Ed Fast, has already helped arrange two trade missions to that country in the past 100 days.


What they see is an opportunity for our businesses, our people and ultimately for our children.


Canada has much to offer Brazil. We have 80-plus years of experience in developing a natural resource economy, building critical infrastructure, and traversing large tracts of sensitive terrain in order to connect our resources to our population base. Developing infrastructure is a major priority for Brazil. In addition to hosting both the 2014 FIFA World Cup and the 2016 Summer Olympics, Brazil has plans to invest more than $800 billion in new infrastructure projects over the next 10 years. One example of the types of solutions Canada can provide Brazil is the portable camp and shelter market. Canada is a world leader in this field, born out of decades of helping resource and construction companies provide high quality living conditions to workers.


Weatherhaven is a 30-year-old Vancouver-based company that develops portable and re-deployable shelter solutions for the natural resource, disaster relief and military markets. Our specialty is re-deployable camps in remote areas, particularly those requiring a very light environmental footprint. We have supplied customers in more than 50 countries and, after entering Brazil 10 years ago, have seen it become one of our fastest growing markets.


This past August, as a direct result of our participation in the PM's trade mission, Weatherhaven was able to secure a significant new deal with HRT, a very progressive and innovative Brazilian oil and gas company. This new opportunity, to build leadingedge sustainable exploration camps in the Amazon, will result in employment for British Columbians and create opportunities to export Canadianmade technology and services.


It's clear that Brazil is a country in fast-forward mode, with an ambitious well-financed government, and fuelled by natural resource revenues. Its large companies are becoming aggressive global players: Witness the recent acquisition of Canadian mining (Inco) and brewing companies (Labatt's) by larger, more global Brazilian competitors.


Ironically, the pace of Brazil's economic development outstrips its domestic R&D and education capabilities, which provides tremendous opportunities to Canadian companies and to our education sector to help them bridge those gaps. For instance, Canadian universities are already stepping up to meet that need. Canada has become the No. 1 destination for foreign education and training by Brazilian students.


If you don't know much about Brazil, or if your view of it is based on old stereotypes, you owe it to yourself and your children to learn more about this country. Not only won't you regret it, your children may one day tell you "Obrigado."
Ray Castelli is CEO of Vancouver-based Weatherhaven. The company recently started offering free Portuguese classes to all its Vancouver-based employees.


Read more: http://www.vancouversun.com/business/Should+kids+learning+Brazilian+Portuguese/5536864/story.html#ixzz1ahJqGDZn

sábado, 1 de outubro de 2011

Só no Canadá V - reembolso do convênio sem nem mandar o recibo

Gente, mais uma da série "Só no Canadá"!

Apesar de termos saúde gratuita pelo plano do governo, é possível ter seguro adicional (normalmente oferecido pelos empregadores) para as despesas que não são cobertas, como medicamentos, acupuntura, fisio, chiropractor etc etc.  Através da minha empresa tenho um seguro desses que é uma mão na roda!

Quando vamos na farmácia eles já passam o cartãozinho do convênio e só pagamos os 20% de co-pay.  Para chiropractor e outras coisas, é preciso pegar o recibo e solicitar o reembolso.

Eu estava naquelas de juntar os recibos, mandar pelo correio e esperar o $ entrar na minha conta.  Essa semana descobri que posso mandar o pedido de reembolso pela internet.  Pensei "ótimo, assim não precisa esperar o tempo do correio".  Fui na massagem (sim, até massagem aqui é coberta pelo convênio) e entrei no site pra solicitar o reembolso.  Eis que descubro que nem um recibo escaneado é preciso mandar - é só colocar o nome do profissional, o número do registro, o valor e voilá, no dia seguinte o dinheiro entra na conta!

É outro baseado no "honour system".  Óbvio que eles falam que vc precisa guardar os recibos por 1 ano caso eles queiram fazer uma auditoria, mas é mais um exemplo em que primeiro se confia nas pessoas pra depois desconfiar.

Só no Canadá...

domingo, 4 de setembro de 2011

Toronto - a Hollywood do Norte!

Olá leitores,

Todos preparados para o final do verão?  Extra-oficialmente o verão acaba amanhã, feriado de Labour Day, essa semana tivemos alguns dias de "águas de setembro fechando o verão" com chuvas no final do dia.  É o ciclo da vida!

Hoje estou aqui para falar um pouco da Hollywood North, a.k.a. Toronto!  Eu já sabia que muitos filmes e programas de TV eram filmados no Canadá, especialmente em Toronto e Vancouver, pelo incentivo que o governo dá a essas produções e custos menores que nos EUA.  Toronto tem até carro de polícia de Nova York para alugar!

A Laila do blog Whole Wide World fez um post muito legal esses dias sobre as séries de TV filmadas por aqui.  A Rafaela do Projeto Racoon também fez um post sobre as gravações lá em Vancouver, agora chegou a minha vez de falar um pouco do que temos visto.

A cidade de Toronto tem até um Film and Television Office, que fornece os permits para as gravações pela cidade.  Por acaso, aqui perto do nosso prédio é um lugar super popular para filmagens.  Durante o inverno tivemos uma gravação de um filme de Papai Noel que agora não me lembro o nome.  Aqui em volta do quarteirão ficava cheio daqueles trailers/caminhões de filmagem com os permits da cidade no retrovisor (até porque é proibido estacionar por aqui).  Nessa temporada primavera/verão, tivemos vááárias filmagens aqui na vizinhança.  Vou escrever um pouco sobre algumas:

- Total Recall: é o remake do Vingador do Futuro.  Esse filme está sendo inteirinho filmado em Toronto (no mesmo estúdio onde foi filmado o Battle of the Blades) além das cenas externas.  Pra uma perseguição de carros voadores, fecharam um parte de uma das principais avenidas, a Lakeshore  Boulevard, inclusive em dia de semana.  Apesar de ser super inconveniente para o trânsito (óbvio), numa enquete num site de notícia o pessoal ficou dividido, 50% dizendo que achava ok o fechamento da rua, até porque só ano passado essa indústria trouxe mais de 1 bilhão de dólares para a cidade.  Eu achei que a filmagem já tinha acabado e outro dia andando na rua aqui de casa com a Joy e a Ellie (cachorrinha dos nossos amigos que estávamos dog sitting), chegamos na Lakeshore e fomos surpreendidos pelos carros voadores!




- Avisos de filmagem: agora em agosto chegamos ao ponto de termos 3 avisos de filmagem no mesmo dia no nosso prédio. Quando eles fazem filmagem na vizinhança, as produtoras colocam avisos nos prédios avisando se vão fechar ruas etc etc e já pedindo desculpas pela inconveniência.  Tem de tudo: filme, comercial, série de TV...


Por algum motivo a vizinhança aqui de casa é super requisitada pra filmagem.  O interessante é que não é sempre no mesmo lugar, cada filmagem é em uma locação diferente, mas tudo aqui no miolinho.

- Assassinato de mentira: outro dia voltando de carro do trabalho resolvi pegar um "atalho" numa rua pequena aqui do lado e de repente me vi parada no trânsito, cheio de carro de polícia etc etc.  Tentei desviar mas a rua era mão única e acabei tendo que esperar pra passar.  Essa esquina não é, digamos, das melhores da cidade e quanto vi aquela fitinha amarela do "Police Line Do Not Cross" já achei que tinha sido algum assassinato, mas estranhei o fato de não ter carros dos canais de TV em volta.  Só quando eu cheguei bem pertinho é que vi as câmeras e notei que era uma filmagem e o assassinato de mentira (ufa!).  Mas confesso que no prédio não tinha nenhum aviso sobre essa filmagem, senão eu não teria pego o tal atalho!




Confesso que é super divertido ver essas filmagens, mas preciso começar a prestar atenção nos filmes pra reconhecer os locais!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

1 ano de Canadá e sem notícias do consulado...

O ticker aqui do blog não mente!  Semana passada completamos 1 ano desde a nossa chegada em Toronto!

Aproveitamos a data para relembrar tudo que passamos e conquistamos até agora nessa jornada.  Foi um ano (dois no caso, desde a decisão de imigrar) de muitas mudanças e conquistas e a data só veio nos ajudar a lembrar o quão acertada foi a nossa decisão.

Enquanto isso, continuamos aguardando notícias do consulado sobre o nosso processo de Skilled Worker.  A data que o consulado nos deu foi 30/6 e já estamos quase em 30/8 e nada.  Quando o marido estava no Brasil, enviou o Sedex com uma cartinha perguntando a quantas andava o processo (seguindo sugestão da Maria João que foi divulgada nos outros blogs) e até agora nada.  Tivemos alarme falso do e-Cas tracker dizendo que havia mudado o nosso status por lá mas continuamos com documents received.  Semana passada enviamos um e-mail para o consulado dando uma de "migué" perguntando se precisavam de alguma coisa, dizendo que estávamos aqui com visto de estudante e pedindo uma previsão já que se for atrasar muito vamos precisa providenciar outro visto e a resposta foi o básico "seu processo está na fila da análise" - nem uma previsãozinha sequer (pelo menos o pessoal do Québec está com a previsão 14 meses, Skilled Worker nada).  Meu marido até entrou em contato com a Maria João perguntando se ela tinha mais alguma dica e ela prontamente respondeu, mas dizendo que não há nada a fazer a não ser aguardar.  Então, aguardemos!

De presente de 1 ano de Canadá peguei 3 pares de esquis na rua!  Estava voltando do dentista e parei no farol, olhei pro lado e vi vários esquis e poles na calçada.  Parei o carro da rua de baixo e voltei correndo lá pra olhar em que estado eles se encontravam etc.  Morrendo de vergonha pois nunca tinha feito isso antes, até que a dona da casa aparece e fala "good for you".  No fim fiquei conversando com ela um pouco, ela contou que os esquis eram dos filhos que já não moram mais com ela e vivem comprando esquis novos.  Agradeci a generosidade e acabei voltando pra casa com 3 pares - 2 que estavam com os bindings (os ferrinhos que prendem os esquis nas botas) mas são um pouco antigos, e 1 que tinha cara de ser mais novo.  Peguei também 2 pares de poles e ainda deixei lá mais uns 3 pares de esquis e 3 de poles.  Não entendo nada sobre esquis em si (não sei realmente avaliar a qualidade/estado dos que peguei) e da última vez que fui esquiar quebrei o braço e precisei operar duas vezes, mas considerando que agora moramos nas terras geladas do norte achei uma boa oportunidade de talvez voltar a esquiar (agora com mais prudência).  E no final, se depois a gente não quiser mais os esquis, colocamos de novo na calçada e tenho certeza que eles encontram um novo lar rapidinho!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Só no Canadá IV - Venda de milho self-service na beira da estrada

Olá leitores!

Hoje escrevo de agradáveis 22 graus - para as próximas 2 semanas não temos previsão de temperatura máxima acima dos 27 graus, o que é um alívio!  O calorão todo estava de arrepiar, ninguém merece!

Final de semana passado fomos até a região de Ottawa num festival numa cidadezinha lá perto.  Da capital vimos pouco, mas o suficiente para ficarmos encantados com o "big town, small town" feel.  Assistimos o Sound and Light show no Parlamento que foi bárbaro, recomendo!  Todas as noites durante o verão.

Agora fiquei na vontade de voltar no inverno pra ver a cidade com calma e para patinar no Rideau Canal - é o sonho de todo patinador!  Conversamos com uma moça que contou que o chefe dela vai patinando pro trabalho todo dia no inverno!

Ottawa à parte, o assunto desse post é mais um da série Só no Canadá.  Bom, nesse caso eu confesso que vi algo parecido na Suécia, mas vocês entendem o "espírito" da coisa, certo?

Deixamos a Jojo com uns amigos no final de semana.  Como agradecimento, diz a boa educação que devemos levar alguma coisa, certo?  Só que um deles é de Ottawa, então souvenirs estavam foram de cogitação.  Quando vi uma barraquinha na estrada vendendo sweet corn na hora me lembrei que eles adoram milho, então ficamos atentos pra parar na próxima barraca e comprar Ontario-grown sweet corn.  Quilômetros e quilômetros depois, já quase parando no Wal-Mart pra comprar, vimos a singela banca da foto abaixo:


Não só não havia ninguém pra controlar quanto cada um pegava de milho e pagava, como o "cofrinho" era aberto - nós não tínhamos trocado e simplesmente abrimos e pegamos nosso troco.  Havia mais de $60 dólares lá dentro, tudo bonitinho.  Conosco parou uma outra pessoa que também pegou sua 1 dúzia de milho e deixou os $4.50 lá - ah, o "serviço" era tão bom que tinha até sacolinha plástica!

Nossos amigos ficaram suuuuper agradecidos.  Levamos 8 pra eles e ficamos com 4.  Se você comer o milho puro ele é realmente docinho, mas é só passar uma manteiga e um salzinho que fica igualzinho ao milho da praia no Brasil.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Só no Canadá III - a estrutura para combater o calor!

Já viram que gostei do tema "Só no Canadá", certo?  Estou agora passando os dias pensando em posts legais que façam parte desse tema.

Como vários blogs comentaram, nessa 5a feira aqui em TO tivemos o dia mais quente do ano, quando a sensação térmica chegou a 49 graus (acompanhei o dia todo e não passou da marca dos 50 não, rs rs rs).  Eu que sou de Santos acho que nunca havia sentido tanto calor - felizmente foi por pouco tempo, pois estava no ar-condicionado grande parte do dia.

A previsão do tempo aqui é bastante precisa, então vários dias antes já sabíamos que o calorão estava pra chegar.  Quase todo verão passa um "heat wave" desses pelos EUA e Canadá e as consequências podem ser desastrosas principalmente para as pessoas de idade e aqueles que não têm acesso a ar-condicionado (lembrem-se que o Canadá é o país onde as escolas não permitem que as crianças brinquem do lado de fora com temperaturas acima de 30 graus, mas as crianças brincam lá fora em temperaturas abaixo de zero sem problema nenhum!).

Quando temos "extreme heat alerts" a cidade de Toronto coloca em operação vários Cooling Centres, locais onde a população pode ir para se refrescar no AC e recebe uma bebida gelada, além de dicas de como combater os efeitos do calor.  Até os pets são bem vindos!

Várias das piscinas públicas ficaram abertas até a meia-noite na 5a feira.  Eu aproveitei e na saída do trabalho fui até umas das piscinas que fica em frente ao lago Ontário, a Sunnyside.  Eu tinha ido até lá no sábado e, pasmem, na 5a 8 da noite tinha mais gente que sábado, tinha até fila pra entrar!  Surpreendentemente a água não estava quentinha (no Brasil quando faz muito calor durante o dia a água da piscina normalmente fica bem quentinha de noite) mas com o calor que estava fazendo foi ótimo dar um mergulho.  Quando saí de lá 9 da noite a fila continuava e no caminho pra casa passei em frente a outra piscina pública e vi famílias inteiras de toalha na mão indo pra lá.

Pra quem não tem AC em casa é realmente um sofrimento, pois aqui as construções são feitas para manter o calor por conta do inverno, e muitas casas/aptos têm janelas muito pequenas ou que quase não abrem.  Eu fiz questão de alugar um apartamento com AC (passei muito calor quando morava em SP pela falta de AC e por não poder instalar no apartamento para não "estragar a fachada" do prédio) e não me arrependo - bate muito sol no meu apto e o AC entrou em operação já em abril, mantendo a temperatura aqui dentro sempre em 22 graus.

Montréal também sofre os efeitos do heat wave dessa semana e vi na TV que a cidade convocou a polícia para ir batendo de porta em porta nos bairros que mais sofrem com o calor pra ver se está todo mundo bem, dar orientação etc.

De novo, só no Canadá!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Só no Canadá II - show to U2 sem empurra-empurra

Olá leitores,

Na sequência dos posts da série "Só no Canadá" e pegando o embalo no post da Lapin-Mère (cuja família, by the way, nos recebeu suuuper bem para um lanche na sua maison em Laval - merci família Lapin!), escrevo aqui um pouco sobre a experiência no show do U2 em Toronto.

Confesso, acho o U2 bacana e tal, mas não pagaria $$ pra vê-los ao vivo, até porque show não faz muito meu gênero (vide post anterior sobre o show do Bon Jovi) e sou bem pão-dura pra essas coisas.  Mas alguns meses atrás minha amiga Ariadne, que mora em Londres e é doente pelo U2, me avisou que viria pra um casamento na semana passada e perguntou se eu iria no show com ela.  Resumindo a história, ela me convidou pra ir no show com ela como agradecimento à minha hospitalidade e por ter ficado de baby-sitter da filha dela enquanto ela foi ao casamento, com a condição que a gente fosse na pista!

Pra quem me conhece sabe que pra eu ir em show em estádio já é algo totalmente fora da minha zona de conforto.  Agora ir na pista!  Sempre fui daquelas que pensava "aff, esse povo é doido, paga um dinheirão pra ficar em pé, espremido, na chuva e no sol, só pra ver os caras por cima da cabeça dos outros - tô fora!".  Mas graças à civilidade canadense e à minha amiga Ari meu conceito está mudando um pouco.

Primeiro precisamos comprar ingresso de cambista pq não tinha mais (o show era pra ter acontecido 1 ano atrás mas foi adiado).  Aqui até cambista é chique, compra-se o ingresso pelo site StubHub, que faz parte da TicketMaster.  Cada ingresso pra pista custava originalmente $57 (sim, você leu certo - cinquenta e sete dólares - só como comparação o preço oficial de pista em SP era de R$180) e como compramos no site saiu $100 cada um + o FedEx - foram entregues na minha casa uns 2 dias depois de ela ter comprado.  Depois, como o show foi numa 2a feira eu não conseguia chegar cedo - a Ari bem que deu uma sondada na fila quando foi visitar a CN Tower mais cedo (o show foi no Rogers Centre, que é bem embaixo), mas como ela estava com a filha dela não dava pra ficar guardando lugar na fila, né?
Teto abrindo

Bom, ela deixou a filha com a babá no hotel e chegou lá umas 5 e pouco.  Quando eu cheguei umas 18hs (parei o carro no prédio de uma amiga que fica perto) havia uma pequena muvuca perto do palco mas a gente não estava a fim de se espremer (eu confesso que estava com medo - a filha do meu dentista morreu num show lá em Santos num empurra-empurra e eu fiquei traumatizada).  Ficamos lá fazenho hora, curtindo a "fauna" de pessoas (nossa, como tem gente estranha!), vimos o teto do Rogers Centre abrir às 19 hs (foi bárbaro, nunca tinha visto o "processo" de abertura - até isso é bacana, quem chega cedo não precisa ficar com a cabeça tostando no sol pq o teto está fechado!), observando os brasileiros que adoram se fantasiar de brasileiros no exterior (o povo curte uma camisa da seleção, né?)...

Acreditem: eu estava no meio do povo.  Quem diria!
Chegando perto da hora do show nos arrependemos um pouco de não termos ido mais pra frente, pois o local onde estávamos começou a ficar bem cheio e prejudicou um pouco a nossa visão, mas aí já era tarde.  Nós já preparadas para aquela massa empurrando todo mundo pra mais perto do palco assim que começasse o show e uma canadense do nosso lado ficou falando "ninguém faz isso não" - enfim, é ver pra crer.  Visto: começou o show e ficou todo mundo no seu lugar, alguns apenas pulando um pouco, ABSOLUTAMENTE NADA DE EMPURRA-EMPURRA!  Ficamos perplexas!

Mais pro meio do show um povo que já tinha bebido um pouco demais começou a encher um pouco a paciência, mas nada que atrapalhasse a experiência.  A Ari adorou, gritou, chorou etc - eu achei muito bacana mas acabei saindo de lá com torcicolo de tanto fazer movimento pra olhar o telão, rs rs rs.

A CN Tower também assistiu!
A Ari é uma amiga super internacional, mora em Londres, fez MBA na França e já está no 5o passaporte por falta de páginas nos anteriores (!) e ficou simplesmente ENCANTADA com Toronto e o Canadá.  Isso pra mim foi ótimo, pois às vezes achamos TO meio provinciana e tal, nada como vir alguém de fora para novamente ressaltar as qualidades da nossa nova cidade.  Na hora que ela me viu no aeroporto já falou "estou adorando o Canadá" - e eu respondi "mas você só está aqui há 40 minutos"!  Dá pra ter uma noção, né?

De novo, só no Canadá!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Só no Canadá I - Cirque du Soleil grátis!

Eu fui no Cirque du Soleil pela primeira vez em São Paulo no show Alegria (depois de esperar 15 anos pra ir), fiquei 3 horas na fila pra comprar o ingresso, paguei 200 reais (isso pq era estudante) e ainda paguei o raio da taxa de (in)conveniência da TicketMaster.  O show Alegria foi bárbaro, mas peguei um pouco de birra por ser tão caro e por todo o sofrimento por conta da compra do ingresso.

No outro show que tivemos em SP, Saltimbanco, já estava menos afoita e acabei comprando o lugar mais barato pra um dos últimos shows (e fui direto na bilheteria pra economizar a maledeta taxa).

Quando viemos pro Canadá 2 anos atrás "desencontramos" do Cirque - eles já tinham feito o show em Montréal quando fomos pra lá e em Toronto ainda não tinha começado.  Quando mudamos ano passado sinceramente nem fomos atrás disso, pois com toda a correria da mudança ir ao Cirque ficou em último plano.

Já tinha achado o máximo ter ido no show deles Banana Shpeel (que era um show mais de comédia do que de circo) por 25 dólares aqui em TO.  Quando fui ao Air Canada Centre (em dezembro) comprar ingressos pro show do Bon Jovi já comprei ingresso pro show do Cirque com as músicas do Michael Jackson pra outubro desse ano (detalhe que nem sei o que vou estar fazendo em outubro, mas comprei o lugarzinho mais barato pra ter um gostinho).

Eis que se não quando, além da surpresa de termos visto o Will e a Kate em Québec, descubro no site da cidade que durante o verão o Cirque faz um show exclusivo e absolutamente GRÁTIS para Ville du Québec!  Óbvio que não dava pra perder então lá fomos nós!

Dá pra ir a pé do centrinho histórico e o show é debaixo de um viaduto!  O nome do show é bem sugestivo, Les Chemins Invisibles (os caminhos invisiveis) e eles exploram bem o local com os viadutos passando em cima.  O cenário é bem simples e show é muuuuito bacana!  Ele é mais curto que um show do Cirque normal (até porque cansa ficar de pé, então uma hora já está de bom tamanho) e esse já é o terceiro capítulo do show (os outros dois foram em 2010 e 2009).  A cidade de Québec assinou um contrato com o Cirque para 5 anos de show e todo ano eles atualizam 20% da apresentação, então mesmo quem já viu em anos anteriores vai ver novidade.  Eu nunca consigo acompanhar as histórias dos shows do Cirque, mas quem tiver curiosidade tem tudo explicadinho na internet.





As portas abrem meia hora antes e os artistas fazem o "aquecimento" com o pessoal durante a espera.  Foi mega divertido (se eu falasse francês teria sido mais ainda, rs rs rs)
Apesar de ter bastante gente não tem nada de muvuca.  Quem tem criança pequena pode ser meio chato pois as coitadas das crianças não enxergam nada com todo mundo de pé na frente e os pais acabam tendo que colocá-las nos ombros.

Estando lá descobrimos que existe uma área com lugares marcados que custa $15.  Teríamos até pago pra ficarmos sentados, mas já estava tudo vendido antecipadamente pela internet.

O show acontece esse ano de 24 de junho até 3 de setembro de 3a a sábado.  Imagino que tenhamos ido no dia mais cheio do ano, no sábado no meio do feriado de Canada Day e 4th of July e pela cidade não vimos nenhum tipo de divulgação, só ficamos sabendo mesmo pois entrei no site da cidade pra pegar infos turísticas pra nossa viagem.

Pra quem está pensando em ir pra Ville du Québec esse é um ótimo "plus a mais" pro passeio.  Recomendo!

Realmente, só no Canadá!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Will & Kate em Québec - eu vi!

Olá leitores!

Post especial sobre a visita do Príncipe William e da (futura) princesa Kate ao Canadá!

Pra quem ainda não sabe, William & Kate estão fazendo seu primeiro "tour" justamente no Canadá.  Eles chegaram do dia 30 de junho para a cerimônia de Canada Day em Ottawa no dia 1o de julho.  Quando anunciaram eu bem que pensei em ir até Ottawa só pra isso, mas depois resolvemos ir pra Québec City no feriado e desisti da história.  Eis que se não quando um dia antes da minha viagem eu descubro na internet que eles estariam em Québec City no domingo!  Ou seja, uni o útil ao agradável, passeio até Québec + royal sighting!

Cerimônia de Cidadania
A recepção em Ottawa foi extremamente calorosa, mais de 300 mil pessoas (ou seja, 1% da população do Canadá!) participaram do evento, o pessoal chegou 9 da noite do dia anterior para garantir lugar pra ver o casal etc.  Eu ADOREI o "fascinator" (esse chapeuzinho) da Kate com uma maple leaf vermelha!  Uma das primeiras paradas foi numa cerimônia de cidadania - imagina que bárbaro receber sua cidadania canadense das mãos do príncipe!  Depois eles participaram do evento de Canada Day em Parliament Hill.

No sábado ele foram pra Montréal e de lá seguiram em uma fragata durante à noite pelo rio São Lourenço até Québec.  Eu já estava com o itinerário deles no meu iPhone e vi no site do governo do Canadá que eles fariam uma aparição pública de manhã num evento em frente à prefeitura pelo aniversário da cidade de Québec e de tarde em um forte em Levis, que é a cidade em frente.  No sábado de noite eu já vi gente chegando com banquinho na praça da prefeitura, mas pra mim isso já é meio extremo.

Esperando o carro passar
Enfim, domingo de manhã saímos do hotel e começamos a ver grande parte das ruas fechadas não só para os carros como também para os pedestres.  A minha idéia era ir até à prefeitura uma hora e pouco antes do evento pra tentar ver alguma coisa, mas no caminho vimos uma aglomeração de pessoas e falaram que eles iam passar de carro por lá.  Chequei no meu iPhone e vi que faltavam 15 minutos para eles passarem por lá e ficamos esperando.  Não tinha lá muita gente não, no máximo umas 150 pessoas, mas tinha sim gente com bandeirinhas contra a monarquia e etc.  Bom, só sei que o carro deles passou tão depressa que eu só vi o relógio do príncipe William pelo vidro com insulfilm, mais nada!  Foi uma decepção pro pessoal que estava esperando, mas todo mundo levou na esportiva, começaram a tirar fotos dos policiais que estavam por lá, já que não conseguiram tirar do casal!

Bandeiras pretas "recepcionando" o casal
Meu marido não quis ir direto pra prefeitura, até porque todas as ruas pareciam estar fechadas e começou a chover, então imaginamos que eles iriam abrir para o público mais tarde.  Estava todo mundo bastante preocupado pois a recepção em Montréal não foi lá das melhores por conta dos protestos anti-monarquia e da última vez que príncipe Charles esteve em Québec jogaram até ovo em um dos carros do comboio e ele precisou entrar no prédio pela porta dos fundos.  Na hora que aparecia alguém com um cartaz na hora já apareciam os policiais em volta para acalmar os ânimos.  Nós vimos sim um protesto silencioso, um hotel numa das ruas principais estava com bandeiras pretas hasteadas.  Isso me incomodou bastante mas enfim, como uma moça do meu lado falou, desde que o protesto seja pacífico acho que cada um tem o direito de fazer o que quiser.

Quando faltava uma meia hora pro evento nos juntamos em mais uma aglomeração de pessoas perto da praça, pois não conseguimos chegar mais perto.  De onde a gente estava não dava pra ver o palco principal, mas imaginei que depois que o carro passasse eles iriam abrir pro pessoal.  Ledo engano!  A gente viu a banda passar (literalmente, a banda militar!) e nada de príncipe nem Kate.  De repente ouço um monte de gente aplaudindo e não sabia o que estava acontecendo.  Pra resumir a história, eles não abriram nunca passagem pra nós e eu acabei só ouvindo a voz do príncipe (falando francês, que eu não entendo!).  Depois pela TV vi as imagens do pessoal em frente à prefeitura apertando a mão deles etc etc, e acho que eles chegaram nesse local por outras ruas, pois por todas que passamos não estavam dando passagem.

Comboio "real"
Enfim, quando já tínhamos desistido da tietagem real, fomos comer um hot dog antes de pegar a estrada de volta à Montréal.  Nisso, pára na frente da loja uma das motos dos batedoras da polícia e meu marido fala "não acredito, eles vão passar aqui!".  Saímos pra rua com hot dog, refrigerante etc e nisso vão aparecendo os carros do comboio (os mesmos que tínhamos visto mais cedo).  A diferença é que essa rua foi fechada apenas por alguns minutos para os carros para eles poderem passar e para pedestres continuava liberado, então não tinha aglomeração nenhuma.  Nem me preocupei em pegar a câmera pois já sabia que não ia sair nada na foto por causa do insulfilme.  A essa altura nós já sabíamos qual era o carro e foi só esperar pra dar um tchauzinho pro príncipe!  Da Kate só vi o cabelo, pois ela estava sentanda na outra janela do carro.  Depois de passada a "emoção", saquei a câmera e tirei uma foto do comboio seguindo em direção à Cidadela de Québec.

Protestantes do lado de fora da cidade murada
Como as ruas estavam todas fechadas e nós não íamos conseguir sair com o carro do centrinho tão cedo, fomos até a porta da Cidadela pois de longe dava pra ver os protestantes.  Chegando mais perto percebemos que a polícia tinha mantido grande parte dos protestantes para fora do centro velho (uma das vantages de se ter uma cidade murada é essa), mas eles estavam lá e foram vistos pelo William e pela Kate.  Os policiais estavam sendo durões, quando os ânimos subiram um pouco até pediram pra todo mundo descer da muralha pra não haver problemas.

O tour pelo Canadá está sendo um sucesso, o William e a Kate estão sendo simpaticíssimos e hoje inclusive visitaram a cidade de Slave Lake que foi atingida por um incêndio enorme uns tempos atrás.  Óbvio que está cheio de gente reclamando do dinheiro pago pelos nossos impostos para promover o Royal Tour, o pessoal anti-monarquia com placas não muito simpáticas escrito "Parasite Go Home", mas eu pessoalmente estou achando muito legal fazer parte da história dessa maneira.  O Canadá como país é ainda jovem e continua tendo uma forte ligação com a Inglaterra (a rainha é a chefe de estado e a monarquia está presente em vários aspectos do nosso dia-a-dia, desde o rosto da rainha estampado no dinheiro, até os nomes das ruas) e pelo visto não vai se libertar da monarquia tão cedo, então o jeito é entender o papel da monarquia aqui e aproveitar.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Brazilian Chicken Balls

Em uma de nossas andanças por Toronto encontramos as chicken balls (confesso que estava no restaurante ao lado tentando comprar empanadas argentinas, meu marido que viu o cartaz e me surpreendeu com uma chicken ball).

Realmente estava muito boa e as empanadas (que não eram argentinas e estavam péssimas) acabaram indo pro lixo e comi 2 coxinhas com Guaraná Antarctica pra "harmonizar".  A última coxinha que eu havia comido foi numa padaria portuguesa e estava fria, eca!

Isso foi no Kensington Market numa portinha muito mixuruca, mas tinha um cartaz anunciando feijoada e outros pratos sudacas em geral.  No mercadinho da frente (Perola) tinha até uma imitação de catupiry, mas dava pra ver que era "ilegal" (caseiro mesmo) - virei gringa, não compro mais coisa caseira, principalmente se for laticínio!  Medo!!!

domingo, 19 de junho de 2011

Como melhor aproveitar as promoções dos supermercados

Olá queridos leitores,

Mais um sumiço básico, estou vendo que a frequência de posts aqui no blog está ficando em 2 por mês mesmo.

Hoje mais um post que estou planejando escrever há tempos e acabei me animando mais por ter saído um post parecido no OiToronto (recomendo a leitura, é muito bacana).  Como eu trabalho numa empresa de bens de consumo, estou aprendendo muito sobre supermercados aqui no Canadá e as estratégias deles.

O varejo alimentar no Canadá é bastante desenvolvido e um dos mais concentrados do mundo, onde  aproximadamente 80% das vendas estão nas mãos dos 5 principais players (Loblaws, Metro, Sobey's, Wal-Mart, Zeller's), o que é diferente do Brasil onde apesar do Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart serem os principais varejistas, a importância das lojas médias, redes regionais e lojas pequenas é muito maior.  Outra particularidade do Canadá é o alto desenvolvimento dos produtos de marca própria (até uma consequência da alta concentração do varejo) - todos os grandes varejistas têm suas marcas próprias e dá pra montar supermercados inteiros só com esses produtos, por exemplo.

EDLP (Everyday Low Price): Essa é a estratégia do Wal-Mart, por exemplo, preços baixos todos os dias.  Os preços médios do WM são normalmente menores que dos outros supermercados - além disso, eles cobrem o preço dos fliers dos outros supermercados (pra quem tem paciência pra fazer isso).  O  Safeway também tem estratégia EDLP, mas esse supermercado não conheço tão bem pois está principalmente em Western Canada.  Confesso que compro pouco no Wal-Mart - apesar de os preços serem bons, eles não tem tanta variedade de "groceries", pois grande parte da loja fica pra parte de roupas, eletrodomésticos etc (o formato do WM oficialmente é "mass merchandiser"), e fora que tem sempre uma fila gigante pra pagar.

High-Low: O próprio nome já diz, a estratégia é alguns dias (e alguns produtos) estarem com preço alto mas, quando entram em promoção, a diferença é significativa.  Praticamente todos os outros supermercados estão nessa categoria.  Podemos subdividi-los em dois formatos: Conventional e Hard Discount.

- Conventional: aqui entram as lojas como Loblaws, Metro e Sobey's (principais bandeiras - ou banners - do Canadá).  Essas lojas são normalmente bem bonitas com bastante variedade de produto.  A questão é que os preços são no geral mais altos, com excessão aos produtos que estão no flyer da semana.  A maioria das casas recebe os fliers dos supermercados da região às 5as feiras, mas se você quiser mesmo saber se está pagando o menor preço, há vários sites que englobam os fliers (flyerland.ca é um deles).  Eu acabo indo bastante no Loblaws pois os produtos congelados da President's Choice (marca própria da empresa-mãe, LCL) são muito bons.  Já o que eu não gosto do Loblaws é a estratégia deles de ter apenas 1 ou 2 produtos por categoria e a marca própria, o que acaba limitando a quantidade de produtos disponíveis pra quem quer variedade.

O Sobey's tem as lojas Sobey's Urban Fresh que são bem pequenininhas em downtown - são como mini Pão de Açúcar chiques - mas são caríssimas.  Infelizmente ainda não fiz compras num Sobey's normal, pois não tem nenhum perto de casa ou do trabalho.

O Metro fui algumas vezes e gostei, acabo não indo tanto pois também não tem perto de casa ou do trabalho.  O Zeller's nunca fui, mas essa rede foi vendida pro Target que vai fechar todas as lojas e reabri-las como Target a partir de 2012.


- Hard Discount: Esse é o segmento que mais cresce no Canadá e as principais bandeiras são o NoFrills, Food Basics e PriceChopper (que agora está virando FreshCo).  Eles fazem parte, respectivamente, das redes LCL (Loblaws), Metro e Sobeys, portanto não se surpreenda se encontrar os produtos de marca própria do Metro numa loja Food Basics.  Esse é um formato pouco conhecido no Brasil, agora o CBD está transformando as lojas do que era o Barateiro (CompreBem) em algo assim e o Carrefour tem o Dia %.  Os "hard discounts" também trabalham com High-Low, mas a estratégia deles é ter preços bastante atrativos nos produtos básicos (chamados staples) como leite, ovos, frutas e verduras.  Esses formatos são muito populares com os imigrantes e todos estão de olho em atrair essa população pras lojas - dependendo do bairro, o NoFrills vai ter produtos chineses, indianos, o FreshCo vai ter flyer especial de algum feriado muçulmano e por aí vai.  Aqui em frente de casa tem o que já me falaram que é o pior NoFrills que existe, é pequeno, apertado, sujo, tem fila enorme e, pior, quando o produto sai no flyer eles vendem tão rápido que não conseguem repor, então as prateleiras ficam vazias.  Além disso, o NoFrills tem menos opções de marcas e variedade (até para manter os custos baixos).  Perto do meu trabalho temos um NoFrills mais bacana, então eu acabo indo lá para comprar coisas básicas como produtos de limpeza, Coca-Cola etc.

Independentes: não consegui pensar em um nome melhor, mas esses seriam os supermercados que não fazem parte das grandes redes.  Aqui em Ontario temos por exemplo o Longos e o Rabba.  Eu particularmente gosto bastante dessas lojas pois, apesar de serem menores que um Loblaws, por exemplo, eles mantêm uma variedade muito maior de produtos, sabores etc, mas os preços em geral são um pouquinho mais altos.

Warehouse Clubs: o principal do gênero aqui no Canadá é o Costo, vide esse post.

Lojas Étnicas: em um país de imigrantes como o Canadá, nada mais natural do que os diversos grupos terem seus supermercados.  Eu como brasileira me surpreendo com a organização das comunidades principalmente indiana e chinesa, já que não temos nada parecido para brasileiros.  A principal rede de supermercados chineses é a T&T, que recentemente foi comprada pelo Loblaws.  As lojas são limpíssimas e cheias de produtos asiáticos, com algumas particularidades para nós brasileiros como um substituto do Yakult, por exemplo.  Eu sempre vou ao T&T comprar sushi (inclusive comprei as bandejas de sushi deles para o meu aniversário), mas o pessoal gosta de ir principalmente pelos preços das frutas e verduras, que em geral são muito mais baixos que em lojas convencionais.  Existem outras lojas grandes chinesas em bairros específicos, outras importantes aqui na região são o Oceans e o FoodyMart.  As lojas indianas normalmente são menores mas não deixam de ser curiosas.  Para as necessidades brasileiras básicas de cada dia (mistura pra pão de queijo, Nescau, biscoito de polvilho, suco de caju, Guaraná Antarctica e afins), em Toronto recorremos principalmente aos dois açougues portugueses que também funcionam como mini-mercado, o Nosso Talho e o Rui Gomes, um pertinho do outro.  É até triste ver o tamanho dessas lojas comparadas aos chineses e indianos, mas isso é apenas resultado da população infinitamente menor e de o fato de brasileiros se adaptarem rapidamente à cultura local e de já sermos um país ocidental.

Eu como adoro supermercado e não consigo achar tudo que eu quero na mesma loja, então acabo indo a várias diferentes para comprar tudo.  Acho que acabo indo uma vez por mês no Costco, uma no Loblaws, uma no Longos e uma no NoFrills.  Supermercado é muito tentativa e erro e o gosto pessoal de cada um.  Fiquei curiosa agora em saber quais os supermercados preferidos de vocês!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CN Tower "atacada" pelos raios

Essa semana tivemos uma tempestade aqui em Toronto que impressionou pelos raios.  Da varanda aqui de casa vimos vários cortando o céu - até pensei "pena que não tenho equipamento pra fotografar a tempestade", pois não tenho tripé.  Enfim, outros fotógrafos felizmente têm e mandaram suas fotos para o Blog TO (http://www.blogto.com/city/2011/05/downtown_toronto_gets_lit_up_by_passing_storm/).  Coloquei duas das mais impressionantes aqui:


terça-feira, 31 de maio de 2011

O forno chegou ao freezer!


Agora é pra valer!  O freezer virou forno (assim espero) pelos próximos meses.  Nessas horas que lembramos das nossas professoras de geografia no colégio explicando que clima temperado é muito frio no inverno e muito calor no verão.  Sensação térmica de 41 graus!

Hoje na hora do almoço fui fazer a "fotossíntese" e não aguentei nem 20 minutos no sol.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Reposta da Jojo para a Lapin-Pi

Oi Pi!

Sorry, mas minha dona inventou de fazer projeto freelancer (além de já trabalhar o dia todo), se atrasou na leitura dos blogs e só agora viu o seu recadinho!  Obrigada pela lembrança!

Praia dos cães em Toronto.
Que bom que já está adaptada.  Vou te contar, eu gosto bastante daqui, adorei a neve no inverno e agora estou aproveitando a primavera e até indo pra praia!  Pois é menina, aqui em Toronto cachorro é ser humano como outro qualquer e tem até praia especial: é a "Ponta da Praia" (minha dona é de Santos) daqui de TO e é totalmente off-leash, ou seja, nada de coleira.  Alguns cachorros canadenses doidos estavam entrando na água fria do lago pra pegar bolinha e gravetinho, eu fiquei sossegada deitada na areia do lado dos meus donos.  Dá uma olhada aí do lado e me fala se o lugar é ou não é show?

Bacana a sua cestinha, viu?  Adorei as fotchucas do passeio!  Os meus donos bem que pensaram em comprar uma pra me colocar também mas eu não sou tão mignon como você, aí não dá.  A única solução seria aqueles carrinhos que o pessoal coloca atrás pra carregar criança, tem especial pra cachorro, mas não sei se ia dar muito certo.  Bom, como meus donos nem compraram bicicleta ainda, por enquanto estou sussa.

Aff, eu já fui 3 vezes no vet.  Essa última agora foi pra fazer o exame de sangue da primavera pra ver se não peguei nenhum bicho ano passado - frescura de vet canadense, nunca tinha tirado sangue na vida!  A vantagem é que com a falta de pulgas só uso o Revolution 6 meses do ano, começo agora em junho.  E você, usou o Frontline no inverno ou se convenceu de que pulga também migra pro sul no inverno?

Outro "evento" aqui em casa com a chegada da primavera foi o meu novo "outfit" pro verão.  No Facebook já chamaram de "Extreme Doggie Makeover", acharam que éramos dois cães diferentes.  Bom, pelo menos agora já estou com as madeixas aparadinhas pra aproveitar o verão livre, leve e solta - dá uma olhada:

Antes
Depois
Bisous,

Jojo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Muitos cartões de fidelidade? There's an app for that!


Olá pessoal,

Só um follow-up rápido do post passado.  Pra mim um dos grandes problemas dos programas de fidelidade aqui é ter que ficar carregando os trocentos cartões pra lá e pra cá.  Como isso também é problema para um montão de outras pessoas, algum gênio da informática pensou nisso e criou uma app!  Uma não, várias.  Caí por acaso num artigo do Globe & Mail falando de uma e acabei descobrindo outras:

CardStar - Dá a localização das lojas, telefone e promoções, além de armazenar os cartões
CardMobili - Dá pra incluir os cartões pela internet.  Inclui vários cartões brasileiros como Smiles e TAM Fidelidade
Cineplex - além de dar o horário do cinema (tanto do Cineplex quanto outras redes), você pode adicionar o seu Scene card na app para ganhar pontos ao comprar ingressos com celular e também pra usar para comprar ingresso e pipoca no cinema

Além de armazenar os dados dos programas de fidelidade que falei tem vários outros como de hotéis, locadoras de veículos etc (esses são muito chatos, pois muitas vezes pra ganhar o ponto do hotel na Air Canada você precisa também estar inscrito no programa do hotel.  Cada vez que eu viajo a trabalho acabo fazendo inscrição num novo programa de fidelidade!)

Essas apps são pra iPhone.  Imagino que existam similares pra Android e BlackBerry.

sábado, 7 de maio de 2011

Canadá - o paraíso dos programas de fidelidade!

Olá caros leitores,

Mais um sumiço "básico" faz por bons motivos: final de semana passado estive em Vancouver a trabalho e aproveitei para conhecer a cidade (post e fotos em breve) e estou fazendo um projeto free-lancer além do meu trabalho normal, ou seja, o tempo está escassíssimo (se é que existe essa palavra!).

Faz tempo que estou pensando em escrever esse post pois eu ADORO programas de fidelidade.  E 94% dos canadenses também, pois estão inscritos em no mínimo um programa de fidelidade, é a 2a maior porcentagem do mundo (atrás apenas dos ingleses).  Vou falar aqui um pouco sobre os principais programas disponíveis (sabe-se lá quantos existem!).

Aeroplan: é o programa de fidelidade da Air Canada e com isso ganha-se pontos ao viajar pela companhia e todas as outras empresas da Star Alliance, além de hotéis, aluguéis de carro etc etc.  Mas há alguns anos o Aeroplan se tornou tão grande que hoje é uma empresa separada da AC e você pode trocar suas milhas por tudo o que é tipo de produto (um pouco parecido com o que a TAM está tentando fazer com o Multiplus).  Eu tenho o da TAM há muitos anos e já viajei muito grátis graças a ele, mas morando aqui vale mais à pena começar a juntar no Aeroplan pois em toda esquina ganha-se milhas.  Eu abri minha conta no CIBC e ganhei 10.000 milhas.  Pedi um cartão de crédito, mais 2.500 (isso que só me deram o cartão básico, assim que meu crédito melhorar vou pedir o cartão top pra ganhar outras 15.000).  Vou pedir também um Amex e ganhar mais 15.000.  Fiz o cartão do Costco e ganhei 1.500.  Abasteço o carro só no posto Esso e estou cadastrada pra ganhar 1 milha a cada 3 dólares (não é muito, mas de grão em grão...).  Vou assinar algumas revistas da Rogers pra ganhar mais 1.350 milhas.  Ou seja, várias coisas do dia-a-dia que você faria de qualquer maneira (como encher o tanque) dão pontos.

Air Miles: apesar do nome, não tem nada de "air" nem de "miles".  É um programa de fidelidade operado por uma empresa que não tem nada a ver com nenhuma companhia aérea mas, como o Aeroplan, permite que o usuário junte pontos em vários locais e depois troque por uma infinidade de recompensas.  O interessante é que aqui as pessoas usam o termo "air miles" para programas de fidelidade em geral - quando alguém fala "do you have air miles" elas querem dizer "você tem milhas", mas não necessariamente nesse programa - acho que virou "sinônimo de categoria".  Eu acabei fazendo pois o meu cartão de crédito da empresa junta pontos e, já que é grátis...  Os principais parceiros do Air Miles são os postos Shell, o supermercado Metro e a LCBO (loja de bebidas do governo).  O AM também tem cartões de crédito (do banco BMO e Amex) e mais dezenas de outros lugares todos listadinhos lá no site.

Scene: é o programa de fidelidade da rede Cineplex, a maior rede de cinemas do Canadá.  Ganha-se 100 pontos por cada ingresso de cinema, mais pontos (e desconto) para comprar pipoca e afins na bonbonniére, pontos por alugar filmes online e também indo num restaurante parceiro.  A cada 1.000 pontos, ganha-se um ingresso de cinema.  O Scotiabank tem parceria com eles e tem um cartão de crédito que dá pontos no programa então, quem tem cartão do Scotia praticamente não paga pra ir no cinema, rs rs rs.

Optimum (Shoppers Drug Mart): logo que chegamos, um dia fui na farmácia (que aqui é um mini-mercado com produtos de conveniência também) comprar umas coisas básicas pra casa como algodão, tônico pro rosto, Band-Aid, aspirina e afins que toda casa precisa.  Na hora de pagar a moça me perguntou se eu tinha o cartão, falei que não e perguntei se ela achava que valia à pena e ela falou que sim.  Já naquela compra ganhei 19.000 pontos, já quase perto dos 22.000 que eu precisava para $30 de desconto numa compra na loja.  Na verdade, ganha-se 10 pontos por $1 gasto mais eles fazem muitas promoções como 10xs os pontos, pontos extras por algum produto específico etc (nesse 1o dia não faço idéia porque ganhei tantos pontos, pois não estava prestando atenção nisso ao selecionar os produtos).  A Shoppers é mais cara que supermercados, mas para produtos de higiene e beleza ninguém tem tanta variedade como eles (zilhões de tipos de desodorante, sabonete etc) e se ficar atento às promoções acaba saindo até mais barato que no supermercado normal.  Eles fazem muitas promoções aos sábados e outro dia gastei $50 e ganhei um vale de $20 pra próxima compra!

Outros programas que eu tenho também são o PetPerks da Petsmart (esse não junta pontos, mas eles dão descontos exclusivos na PetSmart e nessas já economizei um belo $$ com a Joy), o Reward Zone da BestBuy (com as compras de computador e TV que fizemos mais uma promoção, ganhamos $75 de crédito na BB), o do Sobeys (que precisei fazer para ganhar os pontos do Sobeys no Aeroplan) e o da livraria Indigo/Chapters (esse é o único que precisa pagar pra participar e pra nós acabou empatando, pois compramos muito menos livros aqui já que na biblioteca eles são grátis, rs rs rs).  Ou seja, tem para todos os gostos.  O único "problema" é que aqui não é só dar o CPF pra juntar os pontos, tem que levar o raio dos cartões nas lojas (excessões são PetSmart e Aeroplan) - ou seja, a carteira vai engordando, engordando... Já vi gente que tem uma carteirinha extra só pros cartões fidelidade (logo logo vou precisar de uma também).

Vale à pena ser fiel!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A verdade sobre roupas de inverno

O quê, um post sobre roupa de inverno no fim de abril???  Pois é, depois do nosso primeiro inverno em solo Torontoniano, quero compartilhar um pouco da nossa experiência com roupas de inverno para ajudar quem ainda não veio, desmistificar algumas coisas para que todo mundo faça uma boa escolha ao comprar as roupas para o 1o inverno (depois de tanta despesa com a mudança, é sempre bom dar uma economizada).

Toda a experiência aqui é com base em Toronto - dependendo da área onde você mora no Canadá, suas necessidades podem mudar (e muito).

Antes de vir li muitos posts a respeito de roupas de inverno.  Alguns suuuper explicativos, comparando os materias dentro de cada casaco etc etc etc.  Eu passei um inverno em Niagara Falls nos EUA quando era adolescente e não lembrava exatamente dos detalhes das roupas.  A minha conclusão depois do nosso 1o inverno no Canadá é: não se desespere e não gaste fortunas em roupa de inverno.

O casaco:
- Item de 1a necessidade, as pessoas por aqui têm vários casacos, normalmente um para os meses de outono e primavera (pode ser um sobretudo), um para o dia-a-dia no inverno e talvez um também para esquiar ou praticar outros esportes.  Você vai sentir a necessidade de comprar um casaco para a época de outono/primavera (a não ser que tenha um sobretudo ou algum outro casaco mais pesado que usava em viagens antes de vir pra cá) - eu por exemplo, tenho um sobretudo que veio da Argentina mas que mal dá conta do frio daqui (só serve para temperaturas acima de 10 graus, a não ser que eu esteja com outro casaco por baixo) e tenho um casaco de inverno que comprei em NY por $39 mas não é suuper inverno, então estou usando agora e usei também no outono.
- Outubro é a hora de comprar o seu casaco de inverno principal.  Não espere muito, pois aqui na hora que acabam os casacos eles acabam mesmo, depois as lojas começam a vender outros produtos (foi difícil achar pro meu marido, pois deixamos pro final de novembro já que ele estava se virando com outro casaco).
- A não ser que você vá trabalhar ao ar livre ou vá praticar muitos esportes de inverno, se desapegue das marcas caríssimas como North Face, Columbia e coisas do gênero - os casacos deles são realmente muito bons mas custam muito caro e a maioria das pessoas não precisa de tanta tecnologia.  Eu comprei o meu casaco numa loja normal de roupas, a Esprit, e ele deu conta do inverno todo.  Se você tiver a oportunidade de ir até algum outlet da Columbia nos States (ou loja como a Burlington Coat Factory), são lugares muito bons para comprar casacos de marca pois os preços são bem mais em conta (o meu de esqui comprei numa loja dessas em NY alguns anos atrás).
- Na cintura, acima do joelho ou abaixo do joelho?  Aqui é opção pessoal. Conversando com a minha cumadre ela falou que no começo resistiu comprar os casacos que vão até abaixo do joelho no 1o inverno dela, mas depois acabou cedendo, até porque ela vai pro trabalho a pé.  Com base na experiência dela e pelo fato de eu na época não ter carro, comprei um casaco super longo, que vai até o meio da canela - dessa maneira, eu posso sair de casa apenas de calça jeans ou calça social, sem necessidade de usar ceroulas, meia-calça e afins.  Já meu marido optou por um casaco até a cintura e no inverno brabo precisou apelar pras ceroulas.  A maioria do pessoal aqui usa casacos que acabam um pouco acima do joelho, acho que eles são bem versáteis realmente e quando começa a esquentar um pouco você não parece um alien com um casaco até a canela.
- Quanto devo investir num casaco?  O meu casaco custou $100 e o do meu marido $90 (o dele compramos na GAP).  Com esse valor você estará muito bem servido, não precisa gastar mais.  Para crianças, muita gente opta por lojas de roupas usadas e até no Goodwill, pois criança perde roupa muito rápido.
- Itens importantes na hora de escolher o casaco: os punhos tem que fechar por cima da luva - se tiver espaço pra entrar ar pela manga ele não vai dar conta do inverno pesado; o casaco deve ter uma "cobertura" por cima do ziper (normalmente botões que se fecham em cima do ziper), assim não passa ar frio pelos buraquinhos; capuz é super importante e dê preferência aos que têm um fiozinho pra ajustar, pois o vento tira o capuz da cabeça fácil fácil (o meu casaco não tem o tal fiozinho e a minha estratégia foi usar um gorro ou faixa no cabelo e, com o atrito, o capuz não saia facilmente com qualquer ventinho); que tenha bolsos fundos e numa posição confortável, pois suas mão passarão muito tempo lá dentro.

As botas:
- Outro item importante aqui, principalmente para cidades onde neva muito.  Eu confesso que só comprei uma bota de inverno na semana do Natal, e mesmo assim comprei uma bota preta mais discreta, que dá até pra usar pra sair - até dezembro, estava simplesmente andando de tênis pra lá e pra cá (vale dizer aqui que também não andava muito pela rua).
- Senti a necessidade de finalmente comprar uma bota de neve em meados de janeiro, quando fizemos um passeio até Niagara-on-the-Lake e andamos por ruas, parques e calçadas com muita neve e a bota mais bonitinha que comprei começou a não dar conta e, por ser curta, entrava neve no pé se eu pisasse em algum montinho maior.  Eu custei muito pra comprar pois achava todas as botas de inverno horrorosas, até que vi essa aqui do lado da Columbia (que custou $69 e comprei na loja Soft Moc, que tem em vários shoppings).  Confesso que ela foi usada pouquíssimas vezes pois como moramos em Downtown as ruas e calçadas estão normalmente sem neve e fizemos poucos passeios em que passamos muitas horas ao ar livre.  Ah, e aqui todo mundo vai de bota pro trabalho e leva numa sacolinha o sapato social pra usar dentro do escritório (alguns têm a própria sapataria embaixo da mesa!)
- Resumo da ópera: analise se você vai ficar muitas horas exposto ao frio e a neve (esperando o ônibus, fazendo passeios no inverno como hiking, ice fishing e coisas do gênero) para decidir qual bota comprar.  Uma dessas "pólo-norte" com a a minha pode ser demais.  Muita gente na cidade usa as botas Ugg (que eu também não gosto) que não tem essa cara tão "aventureira".  Uma coisa é certa - você não precisa gastar mais de $100 num par de botas de inverno.

As luvas:
- Não gaste muito $$ aqui, a não ser que você vá praticar esportes de inverno ou ficar muito tempo ao ar livre.  Eu até comprei um par de luvas dessas mais grossonas e não usei nenhuma vez - o que usei o inverno inteiro foi um par de luvas bem fininhas ainda da época do meu intercâmbio.  Meu marido passou o inverno inteiro sem luvas - lembrando que é imprescindível que o seu casaco tenha bolsos fundos, assim você colocar a mão lá dentro e já está quentinho.
- Acho importante ter um par de luvas finas, que você pode comprar na Dollarama por $2 até, para poder mexer os dedos mais livremente, como por exemplo para colocar gasolina no carro (tá aí um jeito de fazer sua mão virar pedra, foi o frio é de lascar e é preciso ficar segurando a alavanca da bomba - por questões de segurança, aqui não dá pra deixar o tanque enchendo enquando se vai fazer outras coisas).
- Se você for praticar esportes como esqui, pesquise bem qual modelo vai comprar pois normalmente essas luvas são caras.  Eu particularmente prefiro mittens (aquela luva onde os 4 dedos da mão ficam juntinhos), pois um dedo aquece o outro.  Aqui vai fácil $30
- Se você tiver filhos, opte por casacos e luvas que tenham um ganchinho pra prender a luva no casaco, assim a criança não perde - o que mais se vê no inverno são luvinhas pela rua

O cachecol:
- Não gaste muito neurônio aqui (nem muito $), qualquer um quentinho serve.  Não comprei nenhum cachecol novo, usamos os cachecóis que ao longo dos anos fomos acumulando em viagens (especialmente à Argentina, que tem cachecóis bárbaros e baratos).

As meias:
- Eu passei o inverno todo usando meias normais de algodão e pronto.  A única exceção é para as aulas de patinação, pois o rink é muito frio, e para patinar ao ar livre, já que o meu patins é de couro e a bota é pensada para fazer os movimentos e saltos, não esquentar o pé.  Eu tinha um par de meias de esqui que comprei no Chile e deu muito bem pro gasto para essas situações.
- De novo, a não ser que você vá passar muuuuito tempo ao ar livre, não invista muito em meias.  No máximo um par com um pouco mais de "tecnologia" pro inverno e pronto - dá pra usar com um par da meia comum por baixo.  Eu comprei um na loja onde comprei os patins e custou $20, da marca Hot & Chilly.

Gorro & afins:
- Tínhamos alguns gorros de viagens que fizemos e deram conta do recado.  Aqui não é preciso gastar mais do que $10.  Normalmente só se usa o gorro (além do capuz do casaco) se estiver um dia extremamente frio, mas é importante ter um.
- Eu particularmente gosto de usar uma faixa quentinha como protetor de orelha - comprei na Dollarama por $2.  Em dias que está ventando, minha orelhas congelam (mesmo hoje com 8 graus na hora do vento precisei colocar).  Existem vários tipos de protetores de orelha, vai do gosto.

Snow pants:
- São calças impermeáveis e com isolamento térmico como se fosse um casaco.  Comprei um par no outlet da Columbia por $30 (muuuito barato) e não usei nenhuma vez, até porque não pratiquei esportes no inverno e moro na cidade.
- Se você tiver filhos, eles vão precisar dessas calças ou de macacões inteiriços para o inverno - não tenho experiência nesse ramo, infelizmente.
- Se você pretender esquiar, deslizar com tobogã na neve, fazer ice fishing e outros esportes canadenses é bom investir em um par.

Moleton, sweaters, ceroulas etc:
- No inverno mais pesado, eu usava um moleton mais quente ou casaco pesado de lã embaixo do casacão de inverno para ter uma camada mais contra o frio.  E só.  Quando a temperatura vai ficando mais amena, tipo zero graus, dá pra usar só o casacão em cima da blusa e pronto.
- Acabei comprando muitas camisetas de manga comprida para ficar em casa, sair aos finais de semana.  Comprei na GAP ou na H&M e não paguei mais de $10 cada uma
- Ceroulas e outras "roupas de baixo" de inverno não usei nenhuma vez pelos motivos acima.

Ou seja: não saia comprando adoidado as roupas de inverno porque fulano falou, vi um comercial, li num blog etc etc.  Se informe e vá comprando os itens aos poucos conforme vai surgindo a necessidade, evitando comprar itens caros que no final não serão usados.  Eu por exemplo comprei as snow pants porque o preço estava muito bom e, morando no Canadá, sei que mais cedo ou mais tarde vou precisar delas.  Como demorei pra comprar a bota, consegui pegar já na promoção com $30 de desconto - se eu tivesse demorado mais umas 2 semanas não teria conseguido comprar, pois já não teria uma bota nas lojas pra contar a história (no dia que comprei a bota já estavam vendendo chinelo de dedo na mesma loja!).

sábado, 16 de abril de 2011

Cuidado - se o seu cão for muito grande, ele pode não embarcar!

Oi pessoal,

Há algum tempo estou para colocar esse post de alerta para aqueles que pretendem trazer seus amigos de 4 patas.

Pelo que vejo nos blogs, a maioria tem cães de pequeno porte (inclusive muitos vêm na cabine).  Mas e pra quem tem cães um pouquinho maiores, como um boxer?  Todo cuidado é pouco.

A minha prima deixou o boxer dela na casa da sogra em SP e, quando foi para o Brasil, planejou tudo pra trazê-lo pra cá.  Comprou o kennel aqui e levou (é mais barato), fez reserva na Air Canada, correu atrás da papelada etc etc.  Falou tchau pra sogra e, na hora de fazer o check-in, o funcionário da Air Canada não deixou o cão embarcar!

O problema foi que, somado o peso do cão (que pesava uns 27Kgs), mais o peso do kennel, mais uma almofadinha pra ele, cobertor etc etc o peso total ficou em 34Kg, sendo que as companhias aéreas só despacham como bagagem até 32Kg - mais do que isso tem que ir como carga.  Foi uma correria total pois eles já estavam sozinhos no aeroporto, tiveram que ligar desesperados pra sogra de novo para ela vir buscar o cachorro.  Nesse nervoso, ninguém lembrou de jogar fora o cobertor, o jornal que cobria o kennel etc etc, qualquer coisa pra fazer diminuir o peso total.  O funcionário da AC também foi muito sacana, pois quem já não levou uma mala passando 1 ou 2Kg dos 32 e nem precisou pagar excesso de bagagem?

Mas, fica a dica: se o seu cão for grande, pese cachorro, kennel, cobertor, almofada etc pra ver se fica dentro dos 32Kg.  Se não, pense em alternativas e, se necessário for, é válido até falar com o veterinário pra ver se é possível um regiminho pra baixar o peso em 1 ou 2Kg temporariamente.

Vale lembrar que, quando passa do peso, as cias aéreas também trazem como carga.  O "inconveniente" é que ao invés de gastar $100 a brincadeira vai pra mais de $1,000 (e quanto mais pesado o cachorro, mais caro).

--- Reminder: as empresas aéreas podem recusar o embarque do Totó também por outros motivos, como condições climáticas (se estiver muito calor na cidade de conexão, por exemplo).  É sempre bom ter um plano B caso dê zica.